Jordan Torres / Exército Brasileiro

O exercício, realizado pela 5.ª Brigada de Cavalaria Blindada, com sede em Ponta Grossa (PR), contou com o apoio de guarnições de Curitiba, Ponta Grossa e Castro (cidades do Paraná), bem como de Porto União (SC). A manobra empregou 521 militares, 88 viaturas — das quais 32 de blindados, incluindo os carros de combate Leopard e os M113 BR— em exercícios que chegavam a durar 12 horas por dia. Um dos pontos altos das manobras foram os disparos de canhões 105 milímetros dos carros de combate e das metralhadoras de 0,5 polegada. A finalidade do exercício foi assegurar o adestramento da tropa e da brigada, capaz de atuar em qualquer parte do país ou em área de interesse.

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Em entrevista exclusiva ao site Sputnik Brasil, o comandante da 5.ª Brigada de Cavalaria Blindada, general-de-brigada Jorge Roberto Lopes Fossi, revela que a brigada é formada por 12 organizações militares, não só na guarnição de Ponta Grossa, mas também nas de Castro, Porto União, Rio Negro e Curitiba, totalizando cerca de 5.400 militares. Além da 5.ª Brigada, o Exército conta com outra, a 6.ª de Infantaria Blindada, sediada em Santa Maria (RS), ambas consideradas a força estratégica do Exército.

“A Brigada de Cavalaria Blindada é constituída de peças modernas, não só de meios de manobra, como os regimentos de carros de combate e os batalhões de infantaria blindada, além de engenharia, comunicações e logística, além da artilharia de campanha, que está para receber um material moderno, os M109 A5 Plus BR, equipamento americano e nossa bateria antiaérea Guepard, material bastante complexo de fabricação alemã, dotados de dois canhões Helicon de 35 milímetros com cadência de 1.550 tiros por minuto”, explica o general.

Fossi afirma que a escolha do campo de instrução Barão de São Borja, em Saicã, próximo a Rosário do Sul, se deve ao fato de que o local permite fazer progressões de até 40 quilômetros, terreno favorável para o deslocamento de uma brigada blindada. Lá foram empregados o 20.º e o 13.º Batalhões de Infantaria Blindada, e o 3.º e o 5.º Regimentos de Carros de Combate. O total de deslocamento entre Ponta Grossa e o local das operações foi superior a mais de mil quilômetros, o que exigiu um consumo de cerca de 150 mil litros de óleo diesel. A Operação Aço, denominada Programa de Adestramento Avançado da 5.ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, é feita anualmente, em geral no segundo semestre.

“Fizemos os ataques de manhã cedo, por volta das 6 horas e terminando em torno das 18 horas com operações de grande profundidade das tropas blindadas com a conquista de objetivos sucessivos para expulsar um possível invasor de uma área contestada”, diz o oficial sem se referir a que tipo de inimigo poderia ameaçar as fronteiras brasileiras.

Questionado se o forte contingenciamento de recursos que o governo federal tem feito na liberação de recursos para os ministérios está afetando os programas do Exército e o reequipamento da Força, o comandante da 5.ª Brigada de Cavalaria Blindada disse que não.

“Tivemos um tempo atrás um corte no nosso orçamento, que naturalmente acabou refletindo alguma coisa. Particularmente em nossa brigada, que tem uma certa prioridade como força de atuação estratégica, conseguimos conduzir toda nossa instrução e adestramento não exatamente como estava previsto, mas com um percentual grande de objetivos cumpridos. Agora mesmo, havendo um descontingenciamento, a situação pode melhor para o final do ano”, afirma o general Fossi.

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